quinta-feira, 9 de abril de 2026

Nos jogos de poder

 Nos jogos de poder, erguem-se nações, 
Buscando além dos limites seus domínios, 
Como se a força fosse dos desígnios 
Que escrevem sobre o mundo imposições. 
 
Governos, cegos por ambições, 
Confundem paz com frágeis raciocínios, 
E fazem da razão breves declínios 
Diante do peso vão das intenções. 
 
Mas se a razão guiasse o próprio agir, 
E o mando fosse feito de prudência, 
Talvez não víssemos o mundo ruir. 
 
Pois onde falta a lúcida consciência, 
A guerra vem seu trono construir, 
E a paz se torna triste ausência. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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