Buscando além dos limites seus domínios,
Como se a força fosse dos desígnios
Que escrevem sobre o mundo imposições.
Governos, cegos por ambições,
Confundem paz com frágeis raciocínios,
E fazem da razão breves declínios
Diante do peso vão das intenções.
Mas se a razão guiasse o próprio agir,
E o mando fosse feito de prudência,
Talvez não víssemos o mundo ruir.
Pois onde falta a lúcida consciência,
A guerra vem seu trono construir,
E a paz se torna triste ausência.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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