Um sussurro antigo que insiste em crescer,
Palavras que dançam na mente inquieta,
Desatam os nós da razão mais secreta,
E ensinam o mundo sempre se refazer.
Em cada página, um universo respira,
Um pensamento nasce, outro se inspira,
Há vozes que ecoam além do papel,
Rompendo os limites do próprio céu,
E a mente, antes presa, agora delira.
Ler é romper com o peso da ignorância,
É ver o comum sob um prisma da vigilância,
É dar ao silêncio um novo sentido,
É nunca aceitar o saber reduzido,
Mas ampliar o horizonte além da infância.
A leitura cultiva perguntas no peito,
Desfaz as certezas, refaz o conceito,
Transforma o olhar, o sentir, o pensar,
Ensina que o mundo é mais que enxergar,
É gesto profundo, constante e perfeito.
Quem lê já não volta ao início,
Carrega na alma um leve artifício.
O dom de pensar para além do que vê,
De ser muitos outros sem deixar de ser,
Um ser em eterno e belo exercício.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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