segunda-feira, 27 de abril de 2026

O caos na mente do poeta

 Os caminhos da mente do poeta 
Não são ruas, são vertigens, 
Um labirinto de vozes partidas 
Ecoando nomes que ninguém chamou. 
Há pensamentos que nascem quebrados, 
Como espelhos que recusam o rosto, 
E ainda assim refletem o infinito. 
 
Dentro dele, o caos respira lento, 
Como um animal antigo e invisível, 
Rasgando o silêncio com suas garras sutis. 
Ideias se chocam como tempestades, 
E do choque surge um clarão breve, 
Um verso, talvez, ou um suspiro torto 
Que insiste em sobreviver ao nada. 
 
O poeta caminha sem mapa algum, 
Pisando em memórias que nunca viveu, 
Bebendo do abismo como quem reza. 
Pois sabe que na desordem há sentido, 
Mesmo que ele doa, mesmo que arda, 
Mesmo que nunca se deixe compreender, 
É do caos que nasce aquilo que permanece. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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