Uma poesia querendo nascer,
Mas a inspiração adormece em silêncio,
E a imaginação, sem nada dizer,
Estende-se em redes de nuvens macias,
Enquanto o tempo se esquece de correr,
E eu deixo a vontade adormecer.
As palavras passeiam sem rumo,
Os pensamentos bocejam no ar,
Há versos que dormem profundamente,
Sem pressa de um dia despertar,
E nessa letargia tão doce e serena,
Minha alma se entrega ao prazer de sonhar,
Sem saber se deseja escrever ou descansar.
Pode ser que a poesia não queira trabalho,
Quem sabe ela só precise de um pouco de paz,
Um silêncio que embale os sentidos,
Um instante que nada nos traz,
Pois até a preguiça tem seus encantos,
E o verso que hoje não nasce fugaz,
Pode florescer quando a alma quiser mais.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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