Se ainda guardo teu nome no silêncio,
Se tua lembrança visita minhas noites
E teu sorriso resiste ao tempo.
Foste a primavera dos meus sonhos,
A doce ilusão dos meus dias,
A saudade que nunca aprendi a esquecer.
Não fomos eternos, eu sei,
Mas houve eternidade em nossos instantes,
Houve promessas nos olhos,
Esperanças escondidas nos abraços,
E um coração que acreditou no para sempre.
Hoje, restam caminhos separados,
E a memória de tudo o que vivemos.
Se o destino apagar nossos passos,
Se a vida nos tornar desconhecidos,
Jamais negarei o que senti por ti.
Porque o amor não morre com as despedidas,
Nem se torna mentira quando chega ao fim.
É impossível dizer que não te amei,
Quando uma parte de mim ainda se lembra de nós.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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