quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Porque saudade é abraçar o vazio


Essa saudade tão profunda 
Que esmaga o coração solitário 
É tão cruel como um dia cinzento e frio. 
Saudade daquele olhar 
E do sorriso tão meigo que se foi. 
Saudade da terra querida 
Que não pode ser pisada outra vez. 
Tudo é tão deserto longe de você 
Longe do brilho das estrelas. 
A dor é profunda 
Como a imensidão do oceano 
Porque saudade é abraçar o vazio 
É chorar sem ser percebido 
É sentir o coração apertado 
Sem saber a razão. 
Saudade que clama 
Na escuridão de uma sala vazia 
No alvorecer de uma nova manhã. 
Lágrimas de uma solidão 
Que não pode mais ser vencida 
Porque não resta mais esperança 
No olhar do adeus! 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Há um sorriso em mim




Em meio aos desastres acontecendo no mundo 
As lamurias de alguns infelizes 
E lamentos de outros 
Há um sorriso em mim. 
Uma alegria que transborda no meu coração 
E transforma os meus dias. 
A paz que procurei durante muito tempo 
E não conseguia encontrar 
Hoje faz parte da minha vida 
E a sinto tomar conta do meu coração. 
Nada neste mundo pode satisfazer 
O vazio existencial que existe em nós. 
Apenas a paz do Criador 
Daquele que nos fez para a eternidade 
É capaz de preencher esse grande abismo. 
Caminhei como ébrio 
Cambaleante e sem direção 
Até encontrar Jesus Cristo 
Com seus braços abertos para mim. 
- Filho! Disse ele – entregue-me suas dores 
E te darei um fardo leve! 
Há um sorriso em mim 
Porque há uma paz em meu coração 
Um amor que transborda 
E ultrapassa todos os limites. 
Há um sorriso em mim 
Porque sei em quem tenho crido 
E posso caminhar em paz 
Sabendo que o Senhor cuida de mim 
Com amor eterno! 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Ignorante razão



Quisera eu ser livre 
Como pássaros no céu a voar 
E não mais em você pensar 
O que faz meu pensamento 
Alcançar distantes horizontes. 
Olhos sarcásticos 
Burburinhos noturnos 
Como os sóis de Netuno. 
Fala suavemente aos meus ouvidos 
Palavras que não posso ouvir 
Cicatrizes de um coração ferido 
Que ignora a razão. 
Oh dama vagabunda 
Que chora nas madrugadas 
Flor espartana 
Que perpassa sua espada 
No meu coração 
Enquanto tento ver o brilho do sol 
Que não brilha para mim. 
Não existe perdão 
Quando não se tem mais razão 
Para continuar na ilusão. 
Por isso deixo-me cair no sono 
E cubro-me com os lençóis da ignorância. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Paraíso dos demônios


Na miséria de uma vida sem sentido 
Perambulam pelas calçadas 
Não sabem o ar que respiram 
E nem os olhos a abrir. 
Do brilho das estrelas 
Choram sob o sol escaldante. 
Mulas sem cabeças 
Pensamentos a voarem pelo vento 
No silêncio de uma madrugada fria. 
Eterna solidão de uma vida 
Que vive na ignorância do tempo. 
Vejo um mundo invisível 
Onde as almas vagueiam em prantos 
Paraíso de demônios 
Cercado de anjos sem asas. 
Vidas caóticas e evasivas 
De pensamentos mórbidos. 
Não se pode fazer quase nada 
Se não vejo a pluma da liberdade. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Fragmentos de uma ilusão



Eu caminhava pela rua deserta 
Sentia o vento tocar o meu rosto 
Mas, não via ninguém naquela jornada 
Nem vi os pássaros que voavam sob as nuvens. 
Meus passos eram lentos 
Pensamentos passavam a minha mente 
E olhares não me incomodavam nem um pouco 
Nem os sorrisos. 
Tudo era tão falso 
Tão hipócrita como a liberdade de um criminoso 
No meu coração a lembrança 
De um olhar agora desfeito como a neve sob a luz do sol. 
Nem adianta chorar, pensei comigo mesmo, 
Nem lamentar a falsa ilusão 
Na qual deixei-me ser envolto 
Em uma tarde qualquer. 
Pode contar os meus passos 
Eles não são trôpegos como sempre foram 
Meus olhos não conseguem ver o horizonte 
Que foi desfeito pela primavera que eu nem vi. 
Ouço gritos tão distantes 
Que parecem clamar pela minha liberdade 
E eu nem percebo suas mãos acariciando meus cabelos 
E ofuscando meus pensamentos turvos. 
Lágrimas de uma despedida que nem aconteceu 
Na profundidade de uma vida sem sentido 
Foi o que restou de um amor que parecia existir 
Mas, que não passava de fragmentos de uma ilusão. 
Cale-se para sempre e tape os ouvidos 
Feche os olhos e ouça apenas o silêncio 
Deixe-se corroer pela dor do esquecimento 
Porque isso é o melhor a ser feito nesta hora silenciosa. 
Agora eu olho para a rua deserta outra vez 
E não sei se estou sonhando 
Tudo me parece tão estranho como a aurora ofuscada 
De um dia triste de inverno. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Desejos de Ano Novo



Nesse novo ano que começa agora
Quero ser diferente 
Quero me entregar mais aos sonhos 
E ser bem mais diligente. 

Desejo ser bem mais atento 
As vozes que saem do coração 
Que chegam em nossas vidas 
Vindo da mais singela emoção. 

Desejo me entregar ao amor 
Que sempre nos dá inspiração 
E viver uma vida de alegria 
Mesmo em meio a frustração. 

Desejo que as pessoas vivam 
Na intensidade do amor 
Pois, com amor tudo se resolve 
Mesmo a mais profunda dor. 

Desejo que o ano seja de vitórias 
Após as duras lutas da vida 
Aos bravos que não se entregam 
À ilusão que surgem na lida. 

Os sonhos tem que ser cultivado 
Na busca da realização 
Que o Ano Novo possa ser de vitórias 
Para as pessoas de bom coração. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Sonhos de Fim de Ano



No apagar das luzes 
De um ano que se finda 
Nasce dentro de nós 
A esperança que resta ainda. 

Os sonhos de Fim de Ano 
Renovam-se no alvorecer 
Do Ano vindouro 
Que joga suas luzes no nosso viver. 

Promessas que não cumprimos 
Voltam a fazer parte dos nossos anseios 
E a esperança de fazer tudo certo 
É a chama que, de sonhos, nos deixam cheios. 

Do ano que se finda 
Resta à nós a simplicidade 
Do que aprendemos nas lutas 
E do que nos deixará saudade. 

Do ano que se inicia 
Teremos a oportunidade 
De fazer tudo certo 
E alcançarmos a felicidade. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 29 de dezembro de 2019

A inocência do coração



Não me permita afirmar o que vejo 
Pois, nada é o que parece ser. 
Há uma construção de inverdades 
Que corroem a inocência do meu coração. 
Queria acreditar no que dizem os seus olhos 
Mas, eles mentem para mim a todo instante. 
Quero alcançar as nuvens 
E acreditar que posso voar 
E eles, simplesmente, cortam minhas asas. 
Há uma angústia que permeiam minha solidão 
E procuro andar pelos caminhos escuros 
Onde não vejo sua presença. 
Dizem que é verdade que o amor acabou 
E eu não consigo acreditar nessa ilusão. 
Sigo, então, meu caminho 
Sem acreditar que tudo 
Não passou de um sonho. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 28 de dezembro de 2019

Contágio


Como um raio que cai em um dia chuvoso 
Seu sorriso tão meigo 
Cortou o céu do meu coração 
E um clarão tão forte 
Rasgou a escuridão da minha solidão. 
Um contágio profundo 
De um vírus 
Tomou conta da minha alma 
E dissipou a tristeza 
Que fazia-me companhia. 
Quando foi embora ficou a cicatriz 
As marcas profundas 
No coração. 
Como uma praga na lavoura 
Estragou tudo que havia em mim. 
O contágio surreal 
De um amor que não resistiu 
Ao antídoto do esquecimento. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Quem ama ouve sempre a voz do amor


O amor é um sentimento sublime 
Que falta-nos as palavras certas para defini-lo 
Só mesmo o coração que sente 
Pode descrever tal sentimento. 
Quem ama de verdade 
Ouve sempre a voz do amor 
Aquela voz tão suave 
Que sussurra no silêncio da existência. 
Amar é sentir o peito bater forte 
Só em imaginar você chegando de mansinho 
Pois, o desejo aumenta a cada passo 
E nos conduz ao infinito. 
Quem ama de verdade 
Sabe que nem o tempo é capaz 
De destruir tão grande amor. 
Meu coração está em silêncio 
E nele ouço apenas a voz do amor 
De braços abertos espero você chegar. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

O Natal de Stone Halls


Aconteceu em uma pequena cidade do Mato Grosso 
No final dos anos oitenta 
Circulava pela pequena praça da vila 
Uma criança que tinha uma vista atenta. 

Na noite anterior, véspera de Natal, 
Tinha observado as pessoas em festa 
Que passava por ele em meio burburinho 
Sem saber que em seu estômago nada resta. 

O pai tinha que trabalhar para sustentá-lo 
E com ele não podia, naquele dia, estar. 
Enquanto as pessoas festejavam 
Para ele não sobrava nem um olhar. 

O cheiro suave das carnes sendo assada 
Em suas narinas chegavam 
Deixando sua fome mais apertada 
E uma tristeza que seus pensamentos solapavam. 

Não sabia por que passava por aquilo 
Pois era uma criança que desejava a felicidade 
Que tanto propagavam nesses dias 
Mas que, para ele, só existia a saudade. 

Com os olhos fundos de tristeza 
Olhava para as casas cheias de gente 
Sentia-se sozinho naquele universo 
E sabia que, para eles, era indiferente. 

Em sua cabecinha ficava uma inquirição 
Que parecia resposta não ter 
Por que falavam tanto em espírito natalino 
Se ninguém importava com o seu sofrer? 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Deixe marcas de felicidade por onde passar



Você é uma pessoa muito especial. 
Uma joia rara feita pelas mãos do Criador 
Com infinito amor. 
A sua felicidade não depende 
De bens materiais, 
De coisas que terminam aqui. 
A sua felicidade depende 
Do seu amor 
Da sua dedicação, 
Do seu coração! 
Viva intensamente 
A vida que Deus te deu. 
Dedique amor às pessoas 
Sorria sempre 
Mesmo em meio às tempestades. 
Deixe renascer a esperança 
Faça do seu tempo 
Uma história marcante. 
Ajude uma criança, 
Abrace um idoso, 
Contemple as flores 
Ouça os pássaros. 
Deixe marcas de felicidade 
Por onde passar! 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Abstração



Seu olhar na noite escura 
Fez a luz ser ofuscada 
Pelo brilho da sua tristeza 
Que rompeu na madrugada 
Do sonho introspecto 
Abalado pelo pesadelo 
De não mais te contemplar 
Na miragem do desfiladeiro 
Onde não consegui segurar a queda 
Do castelo que criei 
No entardecer do dia alegre 
Que aqui imaginei. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Seus olhos me perseguem


A alma anela por um dia de paz 
Na caminhada solitária da vida. 
O anseio de dias menos sufocantes 
Na trajetória por mim escolhida. 

O desejo que percorre o sentimento 
Estraçalha o coração 
Transforma os sonhos reais 
Na mais pura ilusão. 

Caminho na escuridão da noite 
Tentando dar paz ao meu viver 
Mas, seus olhos me perseguem na noite fria 
Dizendo-me que não posso te esquecer. 

Durante o dia escondo-me do sentimento 
E procuro nas lembranças me acalmar 
Seu perfume conduzido pelo vento 
Vem até mim e de você me faz lembrar. 

Quero esquecer o seu carinho 
Que um dia me acalmou 
Mas, não consigo deixar de pensar 
Naquela que meu coração sempre amou. 

O que posso fazer se amo você? 
É a pergunta que me alucina 
Sem ter uma resposta plausível 
Porque sua beleza me fascina. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 7 de dezembro de 2019

Ela dormiu em meus braços


Ela dormiu em meus braços 
E senti as batidas do seu coração. 
Será que ela encontrou a paz? 
O amor que tenho no coração 
É o que desejo externar a ela. 
Sentir seu cheiro suave 
Como uma flor de primavera. 
Ela dormiu em meus braços 
E parecia sonhar 
Com o amor que sempre desejou 
Tão meiga, tão linda 
Respirando o aroma do amor verdadeiro. 
E eu me perguntando 
Onde é que ela estava esse tempo todo. 
Como é bom estar ao lado dela 
Ouvir suas histórias 
Suas risadas tão gostosas. 
Ela dormiu em meus braços 
E enquanto a olhava dormindo 
Minha mente traçava essa canção 
Que canto agora ao seu coração! 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense