Como se o mundo aprendesse a parar.
Teu nome em mim nunca ecoa em voz alta,
Ele mora onde só eu sei estar.
Há um amor que nasce no teu olhar,
Não pede promessas nem juras ao vento.
Ele existe simples, inteiro, presente,
Como quem ama sem medo do tempo.
Quando me olhas, algo em mim se revela,
Não sou mais o mesmo que fui até então.
Teus olhos me leem sem pedir palavras,
Traduzem meus vazios em compreensão.
Te amar não é urgência, é permanência,
É ficar mesmo quando tudo quer ir.
É reconhecer no brilho do teu rosto
Um lugar possível de existir.
Por ti, o amor não grita, respira,
Não prende, não pesa, não fere, não dói.
Ele apenas acontece no encontro dos olhos,
E, acontecendo, em mim se constrói.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

