sexta-feira, 5 de março de 2021

Um mundo doente

A morte espreita por todos os lados 
E já não se fala os nomes dos que morreram 
São números 
Números que aumentam dia a dia 
E causam desespero em milhares de pessoas no mundo 
Um mundo doente pelo vírus. 
Enquanto isso as praias estão cheias 
Os bares estão cheios 
E jovens levando o vírus para casa 
Para matar os idosos e doentes 
Um mundo doente pelo egoísmo 
Pela falta de sensibilidade de milhares de pessoas. 
É preciso parar tudo, dizem uns 
Sem saber que a fome não para 
Quem há de sustentar uma família inteira sem recursos? 
Um mundo doente pela falta de emprego. 
Milhares desabrigados pelas cheias dos rios 
E casas sendo saqueadas em meio a esse caos 
Como pode alguém ter a coragem de roubar 
As poucas coisas de seu semelhante? 
Um mundo doente pela falta de compaixão. 
Para onde caminha a humanidade? 
Eis a grande pergunta que perpassa nossa alma 
E por que tanta violência? 
Um mundo doente pela violência desenfreada 
Pela corrupção 
E pela ausência de amor no coração. 
Um mundo doente pela ausência 
Pelo abandono de quem deveria cuidar 
De quem deveria dar amor. 
Por que tanto sofrimento no mundo? 
Por que tanta dor? 
Desgoverno de uns, descaso de outros 
Dinheiro público desviado para benefícios próprios 
Vidas ceifadas pela omissão do estado 
Até quando será assim? 
Quando, onde e por que entrou a maldade no mundo? 
Um mundo doente pelo distanciamento do seu Criador 
O mundo jaz no maligno 
O príncipe deste mundo veio para roubar, matar e destruir 
E é isso que ele está fazendo. 
Até quando será isso? 
Ah! Não será assim para sempre, eu sei 
A dor e a morte não existiam na criação 
E não existirá na nova terra 
Onde Cristo reinará. 
Ele veio para dar vida em abundância 
E quando Ele reinar tudo ficará bem 
Porque Jesus é o que levou sobre si todas as nossas dores 
Pelas suas pisaduras fomos sarados. 
O mundo sem Deus está doente 
Mas, aqueles que confiam no Senhor, 
São como os montes de Sião que não se abalam 
Mil podem cair a nossa direita e dez mil a nossa esquerda 
Mas nós não seremos atingidos 
Porque o Senhor é o nosso refúgio e fortaleza 
Socorro bem presente na angústia. 
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte 
Não temerei mal algum. 
Entrega teu caminho ao Senhor 
Confia nEle e Ele tudo fará para cuidar de você. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 4 de março de 2021

Faça-me o favor!

Faça-me o favor! 
Não brinque mais com o meu coração 
Se não queres mais ficar pode ir 
Deixe-me aqui com essa triste solidão. 
 
É sempre mais feliz quem mais amou 
Aprendi isso na minha vida 
Então não se preocupe comigo 
Pode seguir seu destino, minha querida. 
 
Tudo é silêncio sem você aqui 
Mas não fico triste por isso não 
É melhor estar sozinho em silêncio 
Do que com alguém que nos fere o coração. 
 
Eu acreditei no seu amor 
Quando me dizia palavras de carinho 
Mas, não imaginei que me deixaria 
Para seguir sozinho esse caminho. 
 
Tudo bem, prometo não chorar 
Nem mesmo quero esquecer 
Vou lembrar dos momentos de alegria 
Que com você eu pude viver. 
 
Faça-me o favor! 
Siga seu caminho sem mim 
Eu aprendi que tudo na vida 
Tem um início, mas também, um fim. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 3 de março de 2021

Nunca poderei deixar de amar

Levo você para sempre em meus pensamentos 
Único amor a ocupar os espaços do meu coração 
Por tudo que vi no seu olhar 
Nunca poderei deixar de amar 
A beleza que encontrei 
Na magia dos seus olhos. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 2 de março de 2021

Sozinho pelas nuvens da solidão

Eu até pensei que pudesse sorrir 
E cheguei a afirmar que não tinha medo 
Doce ilusão 
De um coração tão perdido 
Na linha imaginária do tempo que se foi. 
Perdido em pensamentos 
Deixou escapar a borboleta de sua mão 
Mas, isso foi bom 
Afinal, borboletas não devem ficar presas 
Elas precisam voar livremente. 
Isso é um consolo para a alma ferida 
E até me faz ter um alívio momentâneo. 
Eu só queria esquecer tudo isso 
Seguir em frente sem pensar no que passou 
Mas, isso é quase impossível de acontecer 
Porque onde quer que olho vejo você. 
Bem que eu poderia ter previsto essa solidão 
Haviam sinais por onde eu caminhava 
Mas eu não ligava para os sinais 
E nem dava ouvidos a voz do coração 
No fundo eu queria viver sozinho pelo mundo 
Sem depender de atenção de quem quer que fosse. 
A vida é misteriosa 
E não sabemos nada do que pode nos acontecer 
Nem imaginamos o pesadelo da noite escura 
E os monstros escondidos debaixo da cama. 
Tolo sou eu em não ouvir sua voz 
E achar que meu caminho quem fazia era eu mesmo 
Ah! Se soubesse metade do que sei hoje 
Eu teria ficado ao seu lado naquela tarde 
Não teria dado os passos em falso 
E contentar-me-ia em contemplar os seus olhos apenas. 
Onde você está agora? 
Dentro do meu coração há um vazio 
Uma dor que tortura o meu ser 
Tolo fui eu em te perder 
Sem saber que no final eu não iria esquecer 
Tudo que um dia foi tão lindo em minha vida. 
Resta-me olhar o crepúsculo dos sonhos 
E caminhar sozinho pelas nuvens da solidão. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 1 de março de 2021

Às Margens do Rio Paraguai - Entrevista com o Poeta Cacerense

Uma entrevista concedida sobre os livros: 
"Levante seus olhos"
"Às Margens do Rio Paraguai"
"Contos e Pensamentos do Poeta Cacerense."
 
Assista e deixe o seu comentário! 
 

 

O fim dos falsos profetas

Os meus olhos derramam lágrimas 
Noite e dia 
A virgem está ferida 
Foi lançada na rua 
Nua 
No campo estão os mortos 
Que foram decepados 
Pela espada 
Há os debilitados pela fome 
Os rejeitados 
Pela fúria 
Atingidos pela injustiça 
De um mundo em ruínas 
Os falsos profetas 
Que predizem coisas boas 
Serão consumidos pela espada 
Não haverá quem os enterrem 
Serão desterrados 
E quem sentirá falta deles? 
Agora ouve-se uma voz que diz: 
- Apartai-vos, porque não vos conheço! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

A pequena árvore

Lá estava ela com suas folhas verdes 
Balançando pra lá e pra cá 
De forma esplendorosa 
Inspirando um rio de imaginação... 
 
Ao lado de uma pequena mercearia 
De frente ao morro com diversas árvores 
Semelhantes a ela, 
Mas, ela era diferente... 
 
Logo com ar de ansiedade 
Vinha a pequena Lucy e o pequeno Derick 
Pretendiam dar máxima atenção 
Aos seus queridos avós 
Mas não se continham e logo corriam 
A escalar seus longos galhos... 
 
Lá em cima naquela linda paisagem 
Vinham iniciar-se um mar de brincadeiras 
De diversas maneiras...
 
Aquela pequena árvore logo se transformara 
Em um imenso avião 
Com muitos passageiros 
Preparados para uma fantástica excursão... 
 
De repente se viam em um pequeno submarino 
Mergulhando sob o mar sem medo de serem vistos 
Pelo tubarão 
Que logo estava vindo... 
 
 Seus galhos começaram a tremer 
Suas folhas a se espalhar 
Já se via no imenso céu 
Um tempo de chuva a formar... 
 
A brincadeira teria que se acabar 
Senão Lucy e Derick viria a se molhar 
Lá estavam eles indo embora 
Sem saber que seria a última vez 
Que seus longos galhos escalariam com sensatez... 
 
Cada vez mais as horas avançavam 
Os minutos passavam 
Dias, meses, enfim, anos 
Mas aqueles olhares ansiosos 
Não se viam mais na esplendorosa árvore a brincar... 
 
Suas folhas verdes 
Já não transmitiam um rio de imaginação 
Somente folhas 
A se espalhar pelo chão... 
 
Mas, lá no fundo a esperança 
De que algum dia eles voltariam 
E seus galhos, já decompostos pelo tempo,
Escalariam... 
 
Em um dia não tão bonito de sol 
Se viam duas figuras 
Com braços e pernas esticados 
Sentados à sua sombra 
Sem nem a ter olhado... 
 
Com tipos eletrônicos nas mãos 
Que por sinal lhes despertavam grande atenção 
Ao reparar bem de perto 
Sim! Eram Lucy e Derick bem dispersos... 
 
Logo percebeu que infelizmente 
Seus galhos eles não escalariam 
Suas folhas eles não balançariam 
E atrás de seu tronco não se esconderiam... 
 
Mas, se encheu de grande esperança 
De que alguém um dia faria 
Reviver aquela linda magia 
Que um dia ela já transmitia... 
 
Ela teria que esperar 
Talvez em anos se acabar 
Porém, naquele momento 
A esperança rodeava, 
E mesmo que sozinha afinal 
Ela terminara... 
 
Poema: Isabella Godoi (13 anos)
Orientador: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

As virgens imprudentes

Momentos que são únicos na vida das pessoas 
Lembranças de olhares furtivos 
Que nunca disseram a verdade escondida 
No mundo que tenta permanecer intacto 
Das vicissitudes de tempos imemoriais que não voltam mais. 
Longe das estradas vicinais caminha o ébrio solitário 
Em direção a sua própria perdição. 
Seja você mesmo a andar pelas planícies 
E não toque nas flores perdidas pelo vento 
Se não quiser acordar o dragão que protege a alma dela. 
Uma vida que vale a pena viver 
Não pode ser desperdiçada com palavras vazias. 
No crepúsculo das existências falidas 
Ouve-se um lamento que não parece real 
E as donzelas perdidas escondem-se para não serem vistas 
Quando foram pegas desprevenidas. 
A única coisa que precisava era manter a luz acesa 
E nem isso elas conseguiram fazer. 
Lamentações de vidas desoladas causam repulsa e indignação 
Porque poderiam ter sido mais prudentes 
Poderiam ter pensado que aconteceria 
Mas preferiram dormir silenciosamente. 
Vencidas pelo sono mortal que atinge o ser humano 
Choram tristemente a oportunidade perdida 
Poderiam estar agora nas bodas em festa junto ao noivo 
Mas não podem porque a porta se fechou para elas. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Desejo imenso

Eu jamais poderia esquecer 
O brilho tão intenso do seu olhar 
E a sensação tão profunda 
Dos mistérios que quis desvendar. 
 
 Existia em mim um desejo imenso 
De encontrar o verdadeiro amor 
E vi no seu sorriso a esperança 
Que desabrochou como a linda flor. 
 
Seu olhar tão cheio de amor 
Foi o alento para o meu coração 
Do meu peito arrancou toda dor... 
 
Eu não temo mais a solidão 
Porque sinto de você o calor 
Que aquece em mim essa paixão. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Escrevo-te para contar como estou

Nem o silêncio pode impedir minha voz 
O meu grito que ecoa pela campina verdejante 
A saudade que não consigo esconder no peito 
Voa como os pássaros na primavera exuberante 
Os meus pensamentos vão mais longe do que o horizonte 
E escrevo-te para contar como estou nesse instante. 
 
Há no meu coração um amor tão sublime 
Uma saudade que nem o tempo consegue apagar 
Eu procuro seu olhar por onde ando 
Na esperança de um dia novamente te abraçar 
Imagino aquele amor que vi em seus olhos 
Trazendo a mim a paz que vivo a buscar. 
 
Escrevo-te para contar como estou a viver 
E como você faz parte do meu coração 
Não consigo esquecer a sua beleza 
Que afastou de mim um dia a solidão 
Em mim é tão profundo o sentimento 
Que não consigo esquecer a minha paixão. 
 
Se amar tão profundamente assim é castigo 
Não posso os deuses do amor culpar 
Eu amei seus olhos lindos pela primeira vez 
Pois acreditei que pudesse me amar 
Não sabia que poderia um dia partir 
E dessa forma tão solitária me deixar. 
 
Em meu coração há uma grande esperança 
De que um dia possas trazer-me felicidade 
Você é a flor mais bonita do jardim da existência 
O que digo sai do coração e é verdade 
Se não fora assim tão singela 
Não estaria a sofrer tanto assim de saudade. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

As mil partes do meu coração

Sentimento profundo no secreto da alma 
A saudade que devora as escondidas 
O coração que sofreu a desilusão 
Quando apostou todas as fichas naquele amor 
Que sentiu ao ver o seu olhar. 
 
Ah! Se tivesses ouvido o sussurrar do vento 
Não teria se entregado de tal forma 
Teria pelo menos visto os sinais pelo caminho 
E não estaria tão arrasado como agora 
Sem saber o rumo certo a seguir. 
 
Tão bela e tão cruel foste tu 
Ao esquartejar meu coração em mil partes 
E não há lugar neste mundo 
Onde posso esconder a minha dor 
Que insiste em seguir-me por onde vou. 
 
Sou a sombra triste de um dia que se vai 
A estrela solitária de uma noite fria 
Tudo era tão bonito com você 
Que não sinto mais beleza no meu viver 
Desde que se foi na manhã fria de inverno. 
 
Resta-me chorar a saudade de você 
Na minha triste solidão tão profunda 
Esquecer seus olhos lindos 
O sorriso que alegrava os meus dias 
Ou acordar deste sonho tão terrível. 
 
 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Diário de uma paixão

Nada havia mudado naquela rua de chão coberta de cascalho desde o dia em que ali tinha estado pela última vez. 
Olhei para a pequena árvore que deixava folhas pelo chão e lembrei-me de sua silhueta exuberante. 
Ainda era possível sentir o aroma peculiar de seus lábios e, mais incrível ainda, ouvir as batidas do seu coração. 
Claro que me lembrava dos seus lindos olhos castanhos e do mistério que eles escondiam em si. 
O sorriso, tão encantador como o por do sol da primavera, também vinha a lembrança neste momento. 
Todas essas lembranças passam na minha mente como na tela de cinema e faz meu coração palpitar. 
Agora sinto uma angústia apertá-lo e uma saudade sem fim esmagá-lo sem piedade. 
Na linha tênue do tempo eu a perdi e nem mesmo sei onde estão os teus passos neste momento. 
Olho outra vez para o nosso cantinho de amor e registro em meu diário as lembranças inesquecíveis desta paixão. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Por que tudo se acaba com o vento?

Faz silêncio por onde ando 
E não ouço nada de perturbador 
Como os monstros que via naqueles olhos. 
Não ouço mais o vento 
Nem vejo folhas sendo carregadas de um lado para outro 
Na minha cabeça a tristeza 
No coração a indagação: 
Por que tudo se acaba com o vento? 
E não faz sentido a minha pergunta 
Quando ninguém está nela interessada. 
Continuo andando sozinho pelo mundo 
Mas é onde consigo ver as pequenas coisas 
As fragilidades que destruíram tudo a minha volta. 
Nem preciso caminhar 
Apenas deixar-me descansar nas sombras 
Tentando ver além das nuvens 
Onde foi que errei tanto assim. 
Agora não adianta lamentar 
Nem mesmo tentar esconder-me dos seus olhos 
Tudo se perdeu na tempestade 
A saudade de uma vida 
Levada pelo vento. 
Estou só e não vejo mais nada 
Quando tudo é coberto pela escuridão da noite 
Da última noite que ainda me lembro. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Será que não lembra?

Ah! Esse amor! 
Deve começar com essa exclamação 
Porque arde no coração 
A força de uma imensa dor. 
 
Na manhã do tempo 
Que os lábios se entrelaçaram 
Que nossos olhos se encontraram 
Nas asas daquele vento. 
 
Será que não tens a lembrança 
Das promessas juradas 
Ao anoitecer e nas madrugadas 
De toda nossa esperança? 
 
Um tão bonito amor 
Que o tempo fez brotar 
Na noite escura fez brilhar 
No coração um calor. 
 
Resta em nós um desejo 
Será que não lembra assim 
Do amor que sentia por mim 
Na noite daquele beijo. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

A Personagem

Seus olhos sorrateiros procuravam 
Talvez um lugar para repousar 
Seu corpo cansado da vida 
E das batalhas cruéis da lida 
Que tivera que lutar. 

 Seus sonhos foram desfeitos 
Na tarde quente de verão 
Tudo que imaginava 
Que sua alma desejava 
Ficou desfeito no chão. 

 Tentou construir uma história 
Onde seria a personagem 
As desilusões da vida 
Deixaram-lhe grandes feridas 
Interromperam sua viagem. 

 Seus passos eram trôpegos 
Triste de se ver 
A vida que imaginou 
No mundo não encontrou 
Pois o mundo só faz sofrer. 

 Ao entrar naquela humilde igreja 
A presença de Deus pôde sentir 
Uma paz adentrou o coração 
Do seu peito saiu toda ilusão 
E sua vida vale a pena existir. 

 Agora é uma nova personagem 
De uma história transformada 
Seus olhos são brilhantes 
Seus passos são confiantes 
Nesta nova caminhada. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense