sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Que o tempo não apague

 No crepúsculo do nosso amor, resisto, 
Teço versos que clamam, não permitas, 
Que a distância cresça, não desistas, 
Em nosso laço de afeto, persisto. 
 
Teu sorriso, luz que em mim irradia, 
Na penumbra da saudade, acredita, 
Que a poesia dos dias não se evita, 
Neste soneto, tudo se torna nostalgia. 
 
Ah, não deixes que o vento nos separe, 
Que o tempo não apague o que se faz, 
Nas linhas destes versos, me apare. 
 
Apegados ao sonho que aqui jaz, 
Guardemos este amor a nos ligar, 
No coração, o pacto de sonhar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Musa inspiradora

Vejo você sorrir 
O sorriso mais lindo que pode existir 
O brilho no seu olhar 
É capaz de fazer sonhar 
E sua beleza tão fascinante 
Me faz em você pensar. 

O seu encanto 
É a força que me faz acreditar 
Que o amor ainda existe 
Porque vejo nos seus olhos 
A essência do amor brilhar 
E não tem como deixar de te admirar. 

Você é a pureza do amor 
Que preencheu o vazio do meu coração 
É a musa inspiradora 
Da mais linda e singela canção 
A que transforma a tristeza em alegria 
E espanta a mais triste solidão. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Visceral

É como um raio, cortando a escuridão, 
Nas entranhas da alma, um pulsar selvagem. 
Uma chama que queima, intensa paixão, 
Um poema escrito em notas de pura coragem. 

É visceral, o toque do amor ardente, 
Em cada suspiro, um sussurro profundo. 
Um furacão que varre a mente, 
Um sentimento que parece de outro mundo. 

As vísceras palpitam em compasso, 
Em dança frenética, um ballet desenfreado. 
No coração, um frenesi solto no espaço, 
Onde o sentimento é o maestro, o mais aclamado. 

Nas veias, um rio de emoções vertentes, 
É visceral, o amor que queima e incendeia. 
Coração batendo como tambores potentes, 
Uma paixão que na alma, eternamente passeia. 

Na tela da existência, um quadro vibrante, 
É um sentimento que transcende a razão. 
Cores que se misturam, num frenesi constante. 
Uma sinfonia visceral, na vida em explosão. 

Sem explicação o coração pulsa e se agita, 
No palco da vida, um espetáculo intenso. 
Um poema visceral, onde a emoção bem alto grita. 
O sentimento visceral, de um amor eterno e imenso. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

O ovo da serpente

Cada um faz o que quer 
Ninguém olha nos olhos do outro 
Alguns pisam altivamente 
Com queixos erguidos acima dos ombros 
Enquanto sugam o sangue inocente. 

Só o tempo de tomar um café 
Lá fora o vento espalha folhas secas 
Alguns fazem rodas de fofocas 
Onde falam inverdades que ouviram dizer 
Alimentando falsas esperanças. 

O vírus é uma palavra 
Que pseudo intelectuais ameaçam dizer 
Nas aglomerações em praças públicas 
Quando crianças se misturam com velhos 
No caldo confuso da sociedade. 

O vazio nunca é eliminado 
Apenas causa uma grande confusão 
Alguns se acham donos do mundo 
Pregam uma nova religião salvadora 
Como se já não bastasse toda ilusão. 

O vazio é um parasita 
Um ovo de serpente escondido na mente 
De alguns inconsequentes 
Que logo logo estarão ditando regras 
Para terem novos filhotes imbecis. 

Uma lívida paranoia flutua no ar 
Trazendo a tona coisas obscuras 
E sabemos que não podemos fazer nada 
Que a grande maioria preferem continuar 
No sono profundo da ignorância. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Filhinhos de papai

Disseram que era apenas mais um labirinto 
Que poderia muito bem encontrar a saída 
Só precisava usar a inteligência 
E tudo ficari bem no final 
Só esqueceram de dizer que faltava-lhe o intelecto 
A massa craniana de um gênio 
E foi massacrado pelo monstro no labirinto. 
 
Um louco se escondeu na penumbra 
Ele via os verdadeiros monstros subindo a rua 
Jovens arruaçeiros filhinhos de papai 
Que não tem nada na massa craniana 
Que pisam nas pessoas a sua volta 
E colocam fogo em mendigos e prostitutas 
Como se eles não fossem as escórias da sociedade. 
 
Alguns financiadores estão a espreita 
Não querem ser conhecidos pelas autoridades 
E por isso se escondem detrás das rugas de velhos 
Que não recebem direito a sua aposentadoria 
E por esse motivo aceitam subornos 
Para permanecerem em frente aos quartéis. 
 
Do outro lado da Praça alguém observa 
Em seu silêncio indescritível não se nota 
Que uma fúria violenta perturba sua mente 
E logo sabemos pelos canais de notícias 
Que mais uma chachina foi efetuada pelas facções 
Em algum bar na periferia da cidade. 
 
Enquanto isso nas camas macias de um luxuoso hotel 
Um casal faz amor na loucura da sua intimidade 
Sem dar a mínima para quem ficou esperando 
Que seu parceiro voltasse mais cedo do trabalho 
E os sorrisos são permeados de bebidas 
No apagar de mais uma luz que era a última esperança. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Momento sublime

Não consigo esquecer 
O sublime momento, 
Em que nossos lábios se uniram. 
Foi como a brisa suave que assopra 
De mansinho após a tempestade. 
Foi um momento sublime de amor 
Que encantou o meu coração, 
Foi como o desabrochar de uma flor, 
Na manhã, após uma noite triste. 
No instante do beijo 
Que uniu nossas almas, 
O céu desceu sobre nossas cabeças 
E uma estrela, 
Talvez a nossa estrela, 
Brilhou mais forte e encantou. 
Não consigo esquecer 
O sublime momento 
Em que nossos lábios se uniram, 
Porque foi uma união tão linda 
Que para sempre será lembrada 
Por mim e por você. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Zé Ninguém

Onde tropeçou e caiu nem se lembra mais 
Os olhos estavam fechados 
A mente divagava solta pelo espaço 
Um Zé Ninguém a solta por ai 
E o mundo até parece mais seguro assim. 

Conta as horas e esquece os minutos 
Não lê o devocional pela manhã 
E, na verdade, nunca cala a boca 
Quando nem mesmo seus amigos querem ouvir 
Suas baboseiras cansativas. 

Tudo é cinza e descascado por aqui 
Enquanto alguns tentam se esconder 
Ele permanece imóvel como uma estátua 
Nem mesmo faz força para ofuscar 
Sua eterna cisma pela humanidade. 

Tira um cochilo e acende um cigarro 
A fumaça incomoda muita gente 
Mas ninguém tem coragem de confrontá-lo 
E segue sua rotina sem se importar 
Que o mundo esteja nesse estado caótico. 

Deita na cama e espera um novo dia 
Não sabe se vai conseguir abrir os olhos 
Mas se abrir vai continuar sendo obtuso 
Que se dane as pessoas a sua volta 
Zé Ninguém continua sendo ele mesmo. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 7 de janeiro de 2024

O amor outra vez

Quero viver 
Esse sentimento tão bonito 
Esse amor 
Que encontrei em seu olhar. 
Quando eu mais precisava de alguém 
Você surgiu 
Com um sorriso tão meigo 
E me fez acreditar. 
O amor outra vez 
Passou a existir em mim 
E hoje você faz parte 
Desse lindo sentimento 
Que me faz feliz assim.
 
 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 6 de janeiro de 2024

Levanto-me dessa ilusão

Eu abro a janela 
E a luz do sol adentra o quarto 
A brisa da manhã me lembra da vida 
A noite foi longa e mal consegui dormir 
Porque os pensamentos foram intensos 
Na busca por você. 

Do lado da cama vazia 
Meus braços tateavam o ar 
Na esperança de encontrá-la 
Coisa que não acontece mais 
Porque você se foi na noite do tempo 
E não pretende voltar. 

É mais um dia para viver 
Sem saber ao certo o sentido 
A razão de existir era você 
Com seu sorriso radiante nas manhãs 
E a esperança no olhar 
Que sempre me motivava. 

O que faço agora sem seu carinho? 
É a dúvida que percorre minha mente 
Encostado na janela a contemplar 
Pássaros voando pelo jardim 
A vida tem que continuar 
E devo buscar uma nova razão. 

Levanto-me dessa ilusão 
Dobro os lençóis e arrumo a cama 
É mais um dia para viver 
Novos amores para encontrar 
Não se pode perder a vontade de viver 
Porque muita coisa ainda pode acontecer. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

O fim de uma paixão

No crepúsculo do amor, deixo-te ir embora, 
Como folhas dançando ao vento a se despedir. 
Nossos corações, outrora em sintonia, 
Agora se afastam, do fundo d'alma a evadir. 
 
Teus olhos, que outrora brilhavam como estrelas, 
Agora refletem a tristeza das despedidas sem volta. 
Os sorrisos que trocávamos, doces e intensos, 
Hoje se dissipam, tornando-se parte de uma revolta. 
 
Caminhamos juntos por veredas da paixão, 
Agora seguimos rumos opostos, em desatino. 
Os juramentos feitos à luz da lua cheia, 
Desvanecem-se, como uma promessas do destino. 
 
O amor que florescia, agora murcha como uma flor, 
No jardim da nossa história, é o fim da caminhada. 
Deixo-te ir, libertando nossos destinos, 
Como pássaros que voam para longe em sua revoada. 
 
A tristeza se entrelaça com a brisa noturna, 
E a saudade, como sombras, toma forma obscura. 
Desatamos os nós que o tempo não soube desfazer, 
Deixo-te partir, e a solidão é uma noite escura. 
 
Mas, ao findar este capítulo da nossa jornada, 
Guardo as lembranças, pois a vida é uma recordação. 
Partes, eu permito, mas o carinho não se desfaz, 
Em meu peito, preservo o que um dia foi uma paixão. 
 
Deixo-te ir, como o sol se despede ao anoitecer, 
Mas as marcas do nosso amor permanecerão no sonhar. 
Sigamos adiante, em busca de um novo amanhecer, 
E que a paz nos encontre, no desejo de amar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Deuses

Existe um lugar onde as águas correm pura e cristalina 
Onde parece que estamos assistindo um espetáculo grandioso 
Onde o silêncio é a melhor expressão de nossa admiração 
Quando você anda pela rua 
Depara-se com uma infinidade de pessoas 
Uns com o rosto sorridente 
Outros denotam preocupações inquietantes 
Em um futuro que já é passado 
É possível que teremos nossas avós devorando cérebros em praças públicas 
Nem todos os dias você se levanta com o espírito alegre 
E a maioria nem mesmo sabe o que faz com o seu tempo 
Em algum lugar alguém espera a próxima garota 
Outros a próxima dose 
Quando o sol parece deixar a existência terrena de forma sutil 
Como se fosse a última esperança de quem não quer partir 
Pode até ser que toda pessoa humana tem os mesmos direitos 
Mas vai dizer isso aos milionários em seus suntuosos apartamentos 
A liberdade consiste em ser escravo da verdade 
E nós assistimos por assistir 
Porque quase ninguém quer saber além do que todo mundo sabe 
E a mentira é melhor do que a verdade 
A ilusão melhor do que a realidade 
Até tento parar com a minha divagação 
Mas um vendaval de ideias subversivas ataca meus alicerces 
Enquanto uma tempestade social, uma guerra e uma revolução 
Não consegue realizar os desejos de corações perdidos 
Onde pode haver um refúgio para as almas perdidas? 
Dionísio, em cuja honra realizavam-se festas tumultuosas na época da colheita 
Agora deseja apenas regar os loucos com seu vinho 
E do outro lado, Hera, deusa protetora do matrimônio, está de mãos atadas 
Veja quanta imprudência há neste vale 
Sempre que puder, fuja desses deuses e de suas investidas 
Porque a violência será dublada e programada em horário nobre. 
Os deuses, quando esquecidos, ficam irritados 
Quando lembrados, ficam satisfeitos. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Apenas palavras

São apenas palavras 
Pensamentos que não consigo prender na mente 
Que precisam voar pelo mundo 
Encontrar outras mentes abertas por aí 
E fazer morada junto a eles em algum ninho. 
Palavras que podem desmontar teorias 
Ou criar outras teorias muito piores 
Palavras que podem contar a história de um amor que não deu certo 
Que na verdade, é a maioria das histórias 
Ou será que em algum lugar existe alguém feliz? 
Creta pode ser apenas uma ilha no Mediterrâneo 
O berço da civilização egeia 
Assim como numa clínica maligna pode nascer um monstro 
Ou no topo de um edifício pode ter corações destroçados 
Alguém querendo pular do último andar 
E não tem a coragem suficiente 
Por que homens tristes se importam com as máculas das mentes juvenis? 
Pare para pensar nas adversidades da vida 
Você perde tempo ou ganha tempo com tudo isso? 
Quem são esses perdidos no meio da rua 
Que perambulam de um lado para o outro como ovelhas sem pastor? 
E alguém ainda pede para que fique calado 
Como se minhas palavras não valessem nada 
E eu rasgo minha garganta como flechas incendiárias 
Quero que abram os seus olhos e vejam a miséria ao lado 
Os acentos perfurados do ônibus que pegou essa manhã 
Onde a pessoa do lado assoa o nariz 
E você sabe que milhares de germes podem ter se apropriado de seu corpo 
Como os demônios fazem com a alma 
E ainda insistem em pedir para que eu não fale 
Estão com medo de dizer algo que os ofendam 
E eu quero mais é que se lasquem todos esses imbecis 
Esses crápulas de sótão úmidos e escuros 
Quando alguém grita para os que estão no alto do prédio: 
- Pulem! Pulem! 
Ah! Esses miseráveis hipócritas insistem nessa dicotomia 
Enquanto as palavras manuscritas caem como penas em suas cabeças ocas 
Um riacho acaba de ter suas águas sugadas pelo calor 
Porque existem diferentes formas de se interpretar um acontecimento 
E muitos preferem permanecer impassíveis diante do sofrimento. 
As palavras continuam a brotar de minha mente insana 
Enquanto procuro um refrigério para a alma 
Se você não entendeu nada a culpa não é minha 
Porque sou responsável pelo que falo 
 Não pelo que você não entende. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Difícil dizer

A minha estranha forma de querer 
Não pode ser explicada 
Não é fácil entender 
O sentimento preso no coração 
Apenas os seus olhos iluminam 
Os caminhos por onde passo 
Eu penso sempre em você 
Vejo o brilho do seu olhar 
Quando estou preso na solidão 
E percebo que preciso de você. 
E por que eu sou assim? 
Por que não posso te esquecer? 
Difícil dizer 
Apenas deixo acontecer 
O que o meu coração deseja 
Estar perto de você 
Ver o seu sorriso no entardecer 
Sentir o seu perfume no ar 
E ver os seus olhos brilhar 
Dando nova esperança ao meu coração 
Que só sabe pensar em você. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Deixar o coração falar

As rimas fogem, como aves pelo céu, 
Emaranhadas nas nuvens onde se escondem. 
No silêncio, meu amor se refugia, 
Entre suspiros e olhares que não respondem. 

Cada batida do coração apaixonado, 
É um poema que surge sem você saber. 
Nas entrelinhas do que não consigo expressar, 
O amor floresce, sem se deixar perceber. 

Como pintor diante de uma tela em branco, 
Minhas palavras vacilam, sem saber o que dizer. 
Mas no coração, a chama persiste a crepitar, 
Um amor sem voz, a crescer e florescer. 

Não sou poeta, mas meu amor é arte, 
Um quadro abstrato, cheio de emoção. 
Na linguagem silenciosa do afeto, 
Cada gesto revela o que está no coração. 

Suplico, meu amor, aceite meu ser, 
Na ausência de versos, deixo-me sonhar. 
Neste emaranhado de sentimentos sem voz, 
Amar é mais que pensar, é deixar o coração falar. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Desejos de Ano Novo

Que o Ano Novo seja um livro em branco, 
E nossas ações, as letras que escrevemos, 
Que a cada página, a vida se desenhe, 
Com cores vibrantes, e laços que tecemos. 

Que a amizade seja tesouro precioso, 
Um elo que o tempo não deixa acabar, 
Que a solidariedade seja a força 
Que nos une, com ternura a perdurar. 

Que a saúde seja companheira constante, 
Um presente valioso e verdadeiro, 
Que a felicidade se aninhe em cada instante, 
Como um sopro suave, o tempo inteiro. 

Que o amor floresça em cada gesto, 
Como pétalas que se abrem ao vento, 
Que a compaixão seja luz que irradia, 
Aquecendo corações neste puro sentimento. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense