quarta-feira, 22 de julho de 2026

Quietude

No silêncio onde o mundo já não grita, 
Encontro o sussurro da presença divina. 
As preocupações perdem o peso, 
E a alma, antes inquieta, descansa 
Como um rio que finalmente encontra o mar. 

Lá fora, o tempo corre apressado, 
Os dias se atropelam sem descanso. 
Mas Deus não compete com o barulho; 
Ele espera, paciente, 
O instante em que o coração decide ouvir. 

Cada oração é um jardim cultivado, 
Onde florescem esperança e coragem. 
As lágrimas tornam-se sementes, 
E a fé, regada pela confiança, 
Transforma desertos em campos de paz. 

Quem aprende a permanecer com Deus 
Descobre um refúgio que o caos não alcança. 
As tempestades continuam passando, 
Mas já não derrubam a esperança 
De quem fez do Senhor o seu abrigo. 

Por isso escolho a quietude todos os dias, 
Não como fuga, mas como encontro. 
É na presença do Eterno que respiro, 
Que reencontro minhas forças e meu propósito, 
E sigo em paz, mesmo quando o mundo não está. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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