Próximo do infinito,
Onde o tempo se dobra em si,
Vive um amor que não pede licença,
Não explica,
Só existe.
Ele mora longe da imaginação,
Num lugar onde as palavras falham
E o sentir fala mais alto.
Não é feito de promessas,
É feito de presença.
Não se vê,
Mas se sabe.
Bonito assim,
Sem precisar de aplauso.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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