domingo, 26 de julho de 2026

Suas armadilhas de amor

Eu nunca deveria cair nas suas armadilhas de amor, 
Mas havia primavera em cada palavra tua. 
Confundi promessas com destinos, 
E entreguei meu coração sem desconfiança, 
Como quem acredita que toda luz anuncia o amanhecer. 

Teus gestos eram labirintos delicados, 
Teu silêncio escondia portas sem retorno. 
Enquanto eu sonhava com horizontes, 
Você desenhava despedidas invisíveis, 
E eu chamava de eternidade o que era apenas instante. 

Aprendi que o amor não deve aprisionar, 
Nem transformar esperança em sofrimento. 
Quem ama de verdade não constrói armadilhas, 
Mas caminhos onde duas almas caminham juntas, 
Sem medo, sem máscaras e sem correntes. 

Hoje recolho os pedaços daquilo que fui, 
Não para lamentar o passado, 
Mas para reconstruir a serenidade perdida. 
As cicatrizes deixaram de ser lembranças de derrota 
E tornaram-se mapas da minha própria resistência. 

Se um dia o amor voltar a bater à minha porta, 
Que venha sem disfarces e sem jogos. 
Meu coração ainda sabe florescer, 
Mas agora reconhece que o verdadeiro amor liberta 
E nunca precisa de armadilhas para permanecer. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Nenhum comentário:

Postar um comentário