Um brilho sereno que o tempo não apaga.
Era como se o mundo, por um instante,
Tivesse aprendido a respirar em paz.
Havia em teu olhar um horizonte possível,
Onde o medo se dissolvia feito névoa,
E o amor, tímido e inteiro,
Voltava a acreditar em si mesmo.
Tuas palavras traziam o sabor da manhã,
Um perfume de recomeço,
E eu, sem perceber, deixei o coração aberto
Para o milagre de te encontrar.
Não sei se foi destino ou acaso,
Mas o encanto que vi em você
Acendeu em mim uma esperança antiga,
Como quem reconhece um lar
Num lugar onde nunca esteve.
Desde então,
Carrego teu nome no silêncio das horas,
Não como lembrança,
Mas como promessa de que o amor,
Quando é verdadeiro,
Não se apaga: floresce.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Nenhum comentário:
Postar um comentário