E as horas caminham sem saber para onde vão.
A lua visita a janela com seu brilho desfeito,
Enquanto a saudade faz morada em meu coração.
Nenhum sonho consegue vencer tua ausência,
Apenas o eco da tua doce lembrança,
Prolongando o infinito desta solidão.
As estrelas contam histórias que não me pertencem,
E o vento pronuncia teu nome sem querer.
Meus pensamentos, cansados, jamais adormecem,
Pois aprenderam a sobreviver sem viver.
Na ociosidade interminável das madrugadas,
Coleciono silêncios e esperanças caladas,
Esperando teu impossível amanhecer.
Se um dia voltares, talvez a noite se renda,
E o tempo recupere a leveza que perdeu.
Cada lágrima será apenas uma antiga lenda,
Esquecida no jardim que o amor floresceu.
Mas, enquanto a distância governa meus dias,
Escrevo tua ausência em discretas poesias,
Porque meu coração ainda pertence ao teu.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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