quarta-feira, 24 de junho de 2026

Um verso que se perde

Quem sou eu? Um verso que se perde ao vento, 
Um pobre sonhador de olhar apaixonado, 
Que traz no peito um frágil sentimento 
E ousa desejar o teu olhar tão sagrado. 

Sou feito de silêncio e desalento, 
De sonhos que não cabem no coração alado, 
Um quase, um talvez, um pensamento 
Que insiste em te querer, sempre ao meu lado. 

E tu, tão bela além de toda medida, 
Como um milagre em forma de mulher, 
És luz que invade a sombra da minha vida. 

Quem sou eu para ter o que se quer? 
Mas se o amor não pede nem valida, 
Talvez eu seja tudo que ele quer. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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