quinta-feira, 25 de junho de 2026

A voz que edifica

Não quero a voz que espalha o desalento, 
Nem a palavra amarga da intriga; 
Prefiro semear, em cada momento, 
A paz que o coração sempre abriga. 
Que o verbo seja fonte de esperança, 
E o gesto revele mansidão; 
Pois o amor fortalece a confiança. 

A língua pode erguer ou destruir, 
Como o vento que dispersa a flor; 
Mas quem escolhe o bem para servir 
Transforma a dor em gesto de valor. 
Onde havia sombras, nasce a luz; 
Onde havia mágoa, o perdão; 
E a verdade conduz aos pés da cruz. 

Que meus lábios conheçam o silêncio 
Quando a ira quiser falar primeiro; 
Que a justiça caminhe com prudência, 
E a bondade floresça por inteiro. 
Não terei a má voz do difamador, 
Mas cantarei a graça do Senhor, 
Fazendo da palavra um ato de amor. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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