Nem a palavra amarga da intriga;
Prefiro semear, em cada momento,
A paz que o coração sempre abriga.
Que o verbo seja fonte de esperança,
E o gesto revele mansidão;
Pois o amor fortalece a confiança.
A língua pode erguer ou destruir,
Como o vento que dispersa a flor;
Mas quem escolhe o bem para servir
Transforma a dor em gesto de valor.
Onde havia sombras, nasce a luz;
Onde havia mágoa, o perdão;
E a verdade conduz aos pés da cruz.
Que meus lábios conheçam o silêncio
Quando a ira quiser falar primeiro;
Que a justiça caminhe com prudência,
E a bondade floresça por inteiro.
Não terei a má voz do difamador,
Mas cantarei a graça do Senhor,
Fazendo da palavra um ato de amor.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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