quarta-feira, 10 de junho de 2026

Quando estou carente

 Quando estou carente, a alma se desprende, 
E vaga além do corpo em quieta travessia, 
Procura um afago onde o amor se estende, 
Num céu distante que a dor não alcançaria. 
 
Leva consigo o peso do que não se diz, 
E um coração que insiste em esperar, 
Como um sopro leve que o vazio contradiz, 
Desejando, em silêncio, apenas se encontrar. 
 
E vai tão longe, onde a noite é mais serena, 
Lá onde as estrelas repousam sem sofrer, 
Como se ali não houvesse dor nem pena, 
Somente a paz de um eterno amanhecer. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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