domingo, 14 de junho de 2026

O sábio não culpa o destino

Não apresses os passos diante da estrada, 
Pois o tempo não recompensa a precipitação; 
Observa primeiro o peso de cada escolha, 
Como o navegante que lê os ventos antes da partida. 
Nem tudo o que chama merece resposta, 
Nem tudo o que brilha merece desejo; 
A mente serena enxerga além do instante. 

Aceita que toda ação gera consequências, 
Assim como a pedra lançada perturba as águas. 
O sábio não culpa o destino por seus descuidos, 
Mas examina a si mesmo com honestidade. 
Ele governa os impulsos antes que o governem, 
E encontra liberdade não em fazer tudo o que quer, 
Mas em querer apenas o que é justo e prudente. 

Quando a dor visitar os caminhos futuros, 
Pergunta se ela nasceu da necessidade ou da imprudência. 
Muitas feridas poderiam ter permanecido ausentes 
Se a razão tivesse sido ouvida em silêncio. 
Por isso, cultiva hoje a disciplina da reflexão, 
Pois a sabedoria é uma muralha construída aos poucos, 
E sua sombra protege os dias que ainda virão. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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