Ela atravessa o tempo carregando memórias e futuros.
Os livros ensinam que nenhuma verdade deve ser aceita sem reflexão.
Cada leitura amplia o horizonte de quem observa o mundo.
Os ditadores reconhecem esse poder antes de muitos leitores.
Por isso tentam calar as palavras e esconder as ideias.
Sabem que o pensamento livre não se acomoda às correntes.
Um povo que lê aprende a distinguir o medo da prudência.
Descobre que a história guarda lições para cada geração.
Encontra na literatura o rosto daqueles que resistiram.
Percebe que a liberdade também se constrói com conhecimento.
Nenhuma prisão consegue conter uma consciência desperta.
Nenhuma censura apaga o desejo de compreender.
A educação transforma o silêncio em voz.
Quando a cultura floresce, a dignidade encontra abrigo.
As bibliotecas tornam-se espaços de esperança coletiva.
As palavras deixam de ser apenas palavras e tornam-se escolhas.
Cada leitor acrescenta uma nova possibilidade ao mundo.
A liberdade cresce junto com a capacidade de pensar.
Os livros não derrubam muros com as mãos.
Eles ensinam as pessoas a não aceitarem viver atrás deles.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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